lunes, 14 de diciembre de 2009

A KTANA DE LA PLAYA DE ÁGATA



A KTANA DE LA PLAYA DE ÁGATA




pasó furtiva Ktana


-"Antigua noche y sal desordenado..."-


y dejó de sus pies la marca


en cada piedra, en la playa de ágata.

pasó furtiva, emotiva en su andar


sintiendo en sus pasos recuerdos de Pablo,


en los vientos impregnados de sal.


- "...el cielo y las sombras estallan..."-


pasó furtiva, emotiva, en su andar


y en su alma se volvieron hiedra el canto monotono


y el garuar de las olas furiosas del mar.


-"...en sangre de su crater marino..."-


amores, pensares,penas, escapes furtivos


de Neruda, en Isla Negra ahora son limo,


que fertiliza el poetar de América Latina


pasó furtiva Ktana...


en el dolor de sus pies y alma desnuda;


en cada hendija, en cada puerta o ventana,


de la playa de ágata


se enreda, escrita, como hiedra, la imaginación poética


del señor de la poesía: Pablo Neruda.


lille/2009

domingo, 13 de diciembre de 2009

PELA LIBERDADE DAS MINHAS IDEIAS


PELA LIBERDADE DAS MINHAS IDEIAS





o dia se esconde


e a noite se expande


e as grades de ferro


riscam meus olhos


de cima pra baixo


eu tenho as formas


arredondadas nas mãos


e no rosto as marcas


da medida que da...


- entre uma e outra barra -


a matéria se tranca.


a noite se esconde


e o dia se expande


e as grades de ferro


riscam minha alma


que voa distante,


e minhas idéias...


...libertárias


que ninguém coloca


- por mais que a prepotência


faça,


traz as grades,


para trancafiá-las.


lille/2009


viernes, 11 de diciembre de 2009

SOMOS...APENAS UMA ILUÇÃO



SOMOS...APENAS UMA ILUÇÃO





somos um amanhecer distante,

um rebrote da morte

que em vida renasce;

somos uma folha a mais,

flutuante,

que no jardim cai; e o rebrote,

de planta,

que em vida e morte se bate.

somos apenas uma ilusão,

de seiva,

que corre entre galhos

e alimenta

a ilusão de vida que renasce.

uma elipse evolutiva

que repete e repete...

- sem cessar -

a copia perfeita da planta,

para que em frutos renasça

e em folhas,

caia,

e se faça vida em polem

que voa copulando

plantas.

lille/2009

lunes, 7 de diciembre de 2009

NOSSOS OLHARES




NOSSOS OLHARES






se aproximo meus olhos pertinho dos teus


e eles olham profundo nos meus;


se nos espelhos de teus olhos


aparecem os meus


e a paisagem azul dos teus olhos


se desenha no verde dos meus;


se eu fecho meus olhos e vejo os teus


e os teus sentem falta do reflexo dos meus;


se teus olhos azuis se inundam de estrelas


- quando vem os meus -


e o verde dos meus incendeiam de sol:


é o amor que te tenho que esta nesse olhar


é o amor que me tens que me esta a mirar.


lille/2009

domingo, 29 de noviembre de 2009

EL FIN DE TU AMOR


EL FIN DE TU AMOR


El revolotear de alas agoreras de esta noche me aterra,

la invasión del silencio con sus sospechas

y ese mensaje de soledad que toma cuenta.

mi garganta se ahorca y falta el aire, fuera,

escapa en un único movimiento de mis pies la tierra

y un vértigo envuelve mi cabeza en círculos

dándome la sensación de que voy a perderla.

no quiero entender el vacío de tu guardarropa

y el billete abierto en una hoja sobre la cómoda;

a su lado, la estocada amarga en mi corazón

de la alianza y el anillo que un día nos unieran,

iniciando, ahora, definitivamente, el fin de tu amor;

y los espacios que nos parecían chicos, ahora, sobran.

lille/2009

domingo, 22 de noviembre de 2009

“ O AMOR QUE TE TIVE...




“ O AMOR QUE TE TIVE...



eu vi a noite fazer malabarismos

e nos abismos a natureza inventar cumes,

as águas se manter calmas, cúmplices,

fazendo-se de espelho, do céu de azul prata;

mis sonhos se misturar a desilusões

e os olhos aprofundar na escuridão

em procura de rações, que se fizeram lágrimas.

eu vi a distancia se tornar infinito,

e o teu andar, rítmico, leve sensual

virar um torvelinho no espaço escuro perdido;

as nuvens do seu se posaram no meu olhar

e tuas ultimas palavras ficaram no ar, fluindo:

“ o amor que eu te tive, já não existe mais...”

e a minha tristeza, assustada, fugindo de dentro

lhe pareceu ver em teu rosto, uma mascara, doída,

tal vez ...., de pena..., virando um sorriso.

Lille/2009

VIDA LEVIANA



VIDA LEVIANA


oi moleca, senhora bandida,

a tua vida balança, perdida;

noite a noite em amores subindo...subindo

procurando estrelas,

arreganhando-te toda,

mostrando do corpo segredos;

sendo loba, louca, no cio

procurando machos

perdidos na nevoa, famintos,

chorando em gritos, versados;

procurando na escuridão

de alcatéias selvagens, teu macho.

senhora, moleca bandida

teus olhos se fecham sanguinolentos

com a luz radiante do dia

e aspiras e exalas, exalas e aspiras

vãos de perfumes falsos, e álcool;

descansando tu corpo surrado

nos lençóis de mil águas lavados;

em alguma cama que não é a tua,

e no teto, desenhos de estrelas e lua.



LILLE/2009